To be light

By | Crônicas, Slow living | No Comments

Quando a gente busca algo para nossa vida, se esforça, se dedica e tal e coisa, depois de algum tempo parece que é a coisa em si que passa a buscar por nós.

Em casa costumamos chamar de “nossa bolha”. Ambos vivemos e trabalhamos com áreas do conhecimento criativos e mais humanizados. Ambos gostamos de acompanhar tendências, novidades tanto e de tal forma que vivemos imersos nisso. Quando um amigo/conhecido – e geralmente é alguém do no círculo próximo de convivência e da mesma geração que nós, afinal os mais velhos a gente entende – não conhece alguma coisa que para nós é super corriqueiro, nos espantamos.

“Como assim fulano nunca ouviu falar de…”

Simples, eu te explico. É banal para mim, não para ele.

 

Light.

Neste último ano um dos temas principais do nosso lar tem sido o autoconhecimento. Tenho que te dizer o quão incrível é essa busca, o tamanho da maturidade que vem com ela. A consciência de si mesmo amplia significativamente a consciência que temos do mundo e isso muda tudo, toda a vida, simplesmente porque muda a nossa forma de ver o mundo.

As coisas passam a fazer mais sentido, ter mais sentimento envolvido e você passa a fazer escolhas muito mais conscientes. Você não vai mais só porque “todo mundo vai”, você não faz mais só “por impulso”, você não compra mais “só porque é legal”. E quando você faz uma dessas coisas você sabe identificar que foi assim, por impulso, por falta de autocontrole, para suprir alguma carência sua… Por sinal, você aprende que é permitido errar e ser imperfeito. Inclusive, você descobre que todo mundo é, e isso liberta muito.

É uma coisa tão importante que redefine a vida toda. Suas escolhas, seu comportamento e inclusive suas reações. Mas além disso redefine sua alimentação, sua casa, sua rotina e, no meu caso, sua profissão. Não é brincadeira não.

 

Leve. Conhecimento. Farol. Alegre. Acender. Janela. Ponto de vista… Luz

No final das contas é uma busca sem fim. Não me atrevo de forma alguma a contrariar  Sócrates e dizer que “me conheço sim”. Ele estava certo, e pronto. Quanto mais a gente entra na gente mesmo, mais percebemos a imensidão que somos e, para alguns, isso pode soar um pouco frustrante. Para que eu vou me dar ao trabalho de fazer uma busca que não tem fim, não é mesmo?

Pois eu te digo que por mais sem fim que pareça, essa busca pelo autoconhecimento é extremamente revigorante, empolgante, significativa, libertadora, encorajadora e muitos outros adjetivos positivos. Vale a pena confrontar os monstrinhos no armário e assumir as tendências e vontades mais feias (para si mesmo, já que muita coisa que temos por dentro deixariam a maior parte dos nossos amores e amigos de cabelo em pé…. mesmo eles também tendo os segredinhos deles também… haha), pois quando a gente admite, e reflete, e escreve, e fala sobre a coisa, ela vai diminuindo até o ponto em que conseguimos domá-la.

 

Light.

Independente de credo, eu acredito que devemos fazer o melhor com o que temos, o melhor para nós pois antes dos outros, somos os maiores responsáveis por nós mesmos. Esse melhor envolve, com toda certeza, nós sabermos quem somos, e assumirmos isso, mesmo que seja apenas para nós mesmos. Não acredito que sozinha eu vá mudar o mundo todo, mas o meu eu mudo todos os dias.

O que me encanta na cerâmica | Referências para esmaltação

By | Cerâmica, Manualidades | No Comments

A cerâmica é uma paixão que cresce constantemente aqui dentro, sabe? Me sinto meio alquimista ao usar praticamente todos os elementos da natureza para produzir as peças que crio na imaginação.

É a água que umedece a argila para que se torne maleável nas mãos, ela também que ajuda a corrigir imperfeições na modelagem, que ajuda a unir elementos modelados separadamente, que limpa tudo depois que o trabalho termina. A água que evapora aos pouquinhos para que a argila não trinque no processo de secagem física. Nesse processo também entra o ar, que suga a água para secar a peça, que refresca o ambiente quando o forno está ligado, que esquenta junto dentro do forno. É o ar, ou a falta dele, que em algumas queimas dá o resultado estético das peças.

Aí tem o fogo, ou a eletricidade nos fornos elétricos, que leva a argila, o ar, os óxidos, os metais, os vidrados, esmaltes e tanta coisa, a temperaturas incríveis. É esse fogo que causa toda a transformação química das peças. É ele que dá cores e, por vezes, formas inesperadas, incríveis.

Da argila, da terra, nem preciso falar. Ela que de maleável, até líquida dependendo do uso, chega a um estado de quase pedra. Ela que muda de cor, de forma, textura. Ela que é nosso chão, grosseiro e rústico, e que se transforma nas peças mais delicadas e sofisticadas.

Dentro do processo de produção da cerâmica temos algumas etapas básicas a seguir: modelagem, primeira queima, esmaltação e segunda queima. Precisaria fazer um post inteiro apenas para descrever cada uma das etapas que eu conheço (que certamente não são todas as possíveis) e suas variáveis…

Estou com algumas peças prontas para esmaltar, para pintar, ou seja, elas já passaram pelas duas primeiras etapas (a modelagem e a primeira queima). Quero dividir com vocês algumas das minhas inspirações de cores e texturas pois acho super legal compartilhar meu processo criativo, da mesma forma como fiz no post que falo dos copinhos com pinturas rupestres. São as peças que eu fiz nos últimos dois meses tanto no meu ateliê improvisado aqui na casa dos meus pais, quanto no ateliê do museu Alfredo Andersen.

Peças de cerâmica de Abril - biscoito para esmaltar

Peças de cerâmica de Abril - biscoito para esmaltar

Peças de cerâmica de Abril - biscoito para esmaltar

Peças de cerâmica de Abril - biscoito para esmaltar

Peças de cerâmica de Abril - biscoito para esmaltar

Peças de cerâmica de Abril - biscoito para esmaltar

Peças de cerâmica de Abril - biscoito para esmaltar

Geralmente a modelagem é algo que surge assim, “do nada” mesmo. As vezes vem de alguma referência que vi por aí, lógico que, assim como as receitas que eu simplesmente não sei seguir na cozinha, com a cerâmica essa minha inabilidade de fazer 100% igual se repete. Por mais que eu me decida por copiar alguma coisa – sempre vale a pratica e o estudo, nunca consigo fazer exatamente igual!

Já a esmaltação é algo muito mais complexo para mim. Enquanto modelar é algo que, para mim, vem de forma muito natural, a esmaltação é um terreno completamente desconhecido. Por este motivo estou indo em breve estudar mais a respeito disso e resolvi separar inspirações para me guiar com estas peças aí de cima.

 

   golden-drip-mug-shopbop    coffee-mug-natalie

 

gray-mug-atelier-make

gray-lace-plate

Eu gosto muito de cinza, acredito que é uma “cor” ao mesmo tempo sóbria e delicada. Pode ser mais escuro ou mais claro, mais azulado, rosado… Extremamente versátil!

pink-lace-cups

white-and-dots-mug-Beklina

beautiful-glazed-cup-potter

Até hoje eu não esmaltei muitas peças, apenas um lote em janeiro, meio na louca, 100% sozinha. Lógico que o efeito não foi assim como essas aí em cima, fiz questão de comprar cores básicas e não inventar moda com nada. Fiz o arroz com feijão, com a ajuda da menina da loja que me vendeu os esmaltes e me deu orientações básicas.

Bom, estas são algumas das minhas inspirações de cor para esmaltar as peças novas. O que vocês acharam? Amanhã, sexta feira, eu vou fazer minha primeira aula de esmaltação na Artemista, uma escola bem bacana aqui de Curitiba e no próximo mês terei algumas instruções sobre esmaltação também no museu onde faço aulas. Desejem-me sorte! Depois que estiver tudo prontinho, eu posto em algum lugar para vocês poderem ver.

 

 

Referências das peças: golden drip mug – Shopbop | coffee mug – Natalie Weinberger | gray mug – Atelier Make | gray lace plate – Fringe and Fettle | white and dots mug – Beklina | beautifuly glazed cup – Potter | pink lace cups – Pinterest..?

Life hacks: Coisas que facilitam a minha vida e podem facilitar a sua | Alho no azeite

By | Food, Manualidades | No Comments

Life hacks. Life hacking. Hacking…. Um termo que logo lembra um garotinho magrelo e espinhento, com óculos de grau daqueles fundo-de-garrafa, sentado atrás da tela de um computador, não é não?

Se você não for da tribo das sopas de letrinhas – e não, não estou me referindo àquela que as crianças amam e ficam horas enfiando a mão no prato para pegar as letras da palavra que estão compondo sobre a toalha de mesa branquinha, e sim códigos de programação – você certamente não imagina que hackers são beeeem diferentes deste estereótipo. Acho que talvez você nem saiba que esse termo hack, amplamente utilizado para definir os caras lá do computador, na realidade existia antes de sequer existirem computadores e seu significado é: cortar, dividir (…) ou reduzir algo, abreviar… entre várias outras coisas mais ou menos similares a isso.

Acredito eu que no caso dos hackers dos computadores o termo foi adotado pois esses caras são exímios em encontrar atalhos, cortar caminho no meio dos códigos para chegar onde querem. No entanto o termo tem surgido em vários outros lugares ultimamente. O primeiro que eu escutei já a uns 5 anos foi o hacking school, ou seja, alguns jovens que simplesmente largaram a escola pois acreditavam ser um ensino muito lento e superficial e foram estudar em casa. Não é mais tabu nenhum dizer que, hoje em dia, como sempre foi na história da humanidade, as pessoas não precisam de um diploma para serem bem sucedidos. Ainda mais nessa era digital, estudar é algo disponível a quem quiser e for atrás.

Hoje eu vim aqui para contar sobre os meus Life Hackings, ou coisas que simplificam a minha vida e que podem também simplificar a sua!

Eu contei aqui que cozinhar em casa é algo muito importante para mim. Eu faço almoço e janta – e lanchinhos, todos os dias em casa. O Carlos cuida do café da manhã, e vem almoçar em casa depois. Qualquer um que já tenha tentado fazer isso – ou faz, sabe como é trabalhoso cozinhar, como toma tempo e, se você deixar, você passa 80% do seu tempo acordado envolvido com comida (ou comprando, ou fazendo, ou comendo).

Para burlar essa % absurda e ter uma vida em que existem trabalho, lazer, cultura, estudos e todas essas coisas de gente normal, mas continuar cozinhando tudinho eu criei alguns atalhos: os meus hacks do dia a dia.

Vou contar alguns deles para vocês, mas aos poucos, senão esse post vai chegar no Japão de tão longo. Hoje vai só o Alho no azeite.

Eu uso muito alho para cozinhar. Acho um tempero maravilhoso, além das propriedades nutricionais. Eu não gosto de passar o dia com a mão cheirando alho e eu acho terrível picar alho com aqueles espremedores, sabe? Então um belo dia minha mãe desenvolveu essa técnica – depois que meu pai viu aquele vídeo da galera descascando alho chacoalhando um pote e resolveu descascar todas as cabeças de alho da casa de uma vez só hahaha

Life hackling | Alho no azeite

Life hackling | Alho no azeite

Life hackling | Alho no azeite

É assim ó:

1 – Você descasca bastante alho – chacoalhando dentro de um pote ou da forma normal mesmo, eu nunca consegui a do pote então uso uma faca!

2 – Você coloca todos os dentes de alho num processador. Eu tenho um micro processador rosa pink, que ganhei quando mudamos e ele é o cara para isso. Bate tudo até picar bem pequenininho.

3 – Coloca tudo num pote e cobre com azeite de oliva, guarda o pote na geladeira. Eu uso o azeite que tem acidez 0,3 pois acho legal que quando resfriado ele fica como que uma pastinha, mas pode ser outro, até o culinário, sabe?

4 –  Quando você precisar de alho, pega uma colherada do potinho e pronto!

Life hackling | Alho no azeite

Fácil né? Isso é um poupa tempo danado pois alho é um treco chato de picar, ao menos para mim.

E aí, o que achou dessa dica? Conta aqui em baixo sobre coisas que você faz que facilitam o seu dia a dia, não precisa ser só na cozinha, é sempre bom compartilhar essas coisas que fazem a vida mais produtiva!

Diário de noivado | Agenda da noiva

By | Casamento, Manualidades, Slow living | 2 Comments

Eu já contei nesse post aqui como foi complicado decidirmos, eu e o Carlos, se iríamos ou não fazer uma festa de casamento. Depois de concluir que sim, vai ter festa, ficou aquela sensação de “E agora, para onde eu vou!?”.

Procurei muito na internet por referências, fiz mil álbuns no Pinterest (veja la, muita coisa linda rs rs) para me inspirar, busquei checklists para noivas e fui tentando criar, dentro da minha cabeça, a imagem do que seria esse dia. Conversei muito com o Carlos para saber o que ele esperava, o que queria e não queria, o que era importante e o que era irrelevante, ou indesejável…

Tudo não passava de ideias até que fui a um chá de panela muito especial. O Chá da Mima. Essa menina é uma daquelas pessoas iluminadas, que enche de amor todos os lugares pelos quais passa. Linda por dentro e por fora e dedicada à vida com uma paixão sem igual. O chá dela não poderia ter sido diferente né?! Parecia um conto de fadas, mesmo! (Essa pessoa é louca pelas princesas da Disney, pensa que ela acertou T O D A S as músicas de todos os filmes da Disney na brincadeira do chá!)

Quando você vai a um chá de panela você leva um presente, algo que sabe que vai ser útil para a noiva, que vai ajudar a vida nova dela, que vai ser a carinha dela… Mas dessa vez eu (e outras 3 meninas) é que ganhamos presentes da noiva!

A Mima fez uma surpresa tão linda (e tão maravilhosamente útil) que eu fiquei super emocionada! Ela deu, no seu chá, para todas as amigas noivas dela uma agenda da noiva.

Agenda da noiva

Tem gente que lida bem com aplicativos, com agendas online, Excel e tudo mais, certo? Eu não. Eu sou boa nas informáticas da vida pois sempre trabalhei na frente de telinhas, mas minha cabeça é analógica. essa agenda salvou meu casamento!

Foi através do checklist dentro dela, das páginas personalizadas e das abinhas dedicadas a cada um dos detalhes do grande dia que eu consegui visualizar meu casamento de uma forma muito mais… real! Ele finalmente saiu da imaginação (e do Pinterest) e passou para o papel, para os contatos, para as ligações, para as visitas e, por fim, para as assinaturas.

Queria, de coração, agradecer à Mima pela ajuda incrível. Ela conta que ganhou uma agenda assim de uma amiga que se casou, ainda quando estava começando a organizar o casório, e que essa amiga já havia ganho a dela de outra amiga… Uma corrente cheia de amor e carinho!

Já viram né migs! Fiquem noivas que eu quero poder continuar com a corrente hahaha!

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Agenda da noiva

A agenda é assim, toda personalizada e dividida de forma a ajudar na sua organização. Ela começa com um espacinho para colocar uma foto do casal (quero colocar uma foto do ensaio que talvez façamos mês que vem..) depois vem esse checklist mara.

Muitas das coisas do checklist eu não vou usar, então risquei e coloquei outros itens no lugar, da para ver ali na foto minhas anotações né?!

Agenda da noiva

Agenda da noiva

Depois disso vem as abas relativas a cada um dos itens mais importantes e, dentro de cada uma, páginas para registrar fornecedores, contatos e fazer anotações.

É bom para anotar ideias, referência, deixar tudo num único lugar, levar junto nas reuniões, nunca perder números de telefone, datas, nomes, endereços… Está funcionando super bem para mim!

A agenda é super bem pensada para te guiar nesse processo de organização, eu precisei adaptar algumas coisas (riscar itens e escrever outros que fazer mais sentido para o meu plano), mas no geral é linda, super personalizada e… de gatos! – Essa parte foi a Mima quem escolheu, cada noivinha ganhou uma capa personalizada com alguma coisa que fizesse sentido… a minha é de gatinhos hehehehhehe

Queria, por fim, deixar um parabéns para o pessoal que faz essas agendas, Magrela – design & papel. Não os conhecia (e ainda não conheço) mas que lindas! Trabalho muito fofo e bem feito!

Agenda da noiva

É isso por hoje!
Espero que a dica seja útil para você que ainda está perdido da vida sem saber para onde correr e por onde começas como eu estava! Se você usa uma forma diferente para se organizar no planejamento do casório, conta aqui nos comentários! Vamos ajudar umas às outras pois essa coisa de fazer um casamento acontecer não é fácil hehehe

Beijos e até breve 🙂

Uma breve declaração da minha paixão por comida | Torta de limão

By | Food, Slow living | No Comments

Se você não me conhece provavelmente seja uma novidade eu te contar que sou apaixonada por comida. Boa comida. Mais que isso, eu amo cozinhar.

Dentro das manualidades da vida, cozinhar é uma que descobri depois de velha, mas ganhou uma proporção tão grande nos meus dias que foi um dos fatores decisivos a me ajudar a mudar completamente minha forma de trabalho – poder cozinhar o que comemos em casa, todos os dias, me fez optar por sair da rotina de escritório e buscar trabalhar em casa (ou em lugares alternativos, como agora em que estou no pufe da sala de descanso do escritório do Carlos…).

Tudo começou com a onda “fit” da minha vida, depois a coisa tomou novas proporções quando descobrimos a intolerância à lactose do Carlos e cresceu ainda mais quando nos tornamos vegetarianos e quando eu fiquei alguns meses sem glúten por conta de um dos quinhentos supostos diagnósticos que tive antes de finalmente descobrir a E.M. … Com essa infinidade de restrições alimentares e uma mudança radical em nossa filosofia de vida alimentar, cozinhar em casa se tornou um pré requisito para a minha vida.

Eu gosto muito de fazer salgados: pães, tortas, gratinados, risotos, massas, legumes, grãos, saladas, etc, etc, etc. Mas nunca tive mão para doces, exceto 2: bolo de milho verde e torta de limão!

Eu tenho, no entanto, um problema: eu não sei seguir receitas. Eu vou lá, encontro a receita, separo todos os ingredientes e… Na hora de fazer eu enfio várias outras coisas no meio, mudo tudo e ainda por cima esqueço o que eu fiz! O Carlos gosta de falar que, quando fica gostoso, ele tem que aproveitar bastante pois nunca mais vai comer aquilo novamente hahaha

Semana passada passei um dia com minha sobrinha em casa e nós resolvemos fazer uma torta de limão. Desta vez eu anotei todas as mudanças que fiz e quero dividir com vocês a receita pois ficou uma delícia!

É uma torta gordinha, mas com ingredientes mais nutritivos já que na minha casa eu sempre tenho farinhas integrais, ghee e afins… Eu gosto também de sabores diferentes, mais ousados, então dei um toque especial com água de rosas, que fez toda a diferença nessa sobremesa. Se você nunca provou água de rosas, te conto que é um “tempero” bem forte, então usamos pouquinho, mas que tem um gosto super diferente e faz milagres em doces, tanto no aroma como no sabor.

Espero que goste!

Torta de limão

Ingredientes

Para a massa:

3 xícaras de farinha de trigo integral

1 xícara de manteiga ghee*

3 colheres de sopa de açúcar cristal

1 colher de sopa de fermento em pó

2 colheres de sopa de água

1 gema

 

Para o recheio:

1 lata de leite condensado

2 limões (suco)

1/2 colher de chá de água de rosas

Raspas da casca de 2 limões

*Ghee, manteiga clarificada ou manteiga de garrafa, é uma manteiga cuja lactose e impurezas são retiradas através de um processo de fervura. Para chegar nela basta você levar ao fogo manteiga sem sal e deixar ferver. Ela vai levantar uma espuma, depois baixar. Quando levantar espuma pela segunda vez, você desliga o fogo e deixa esfriar. O que fica de resíduos no fundo da panela são como cristais cor de caramelo, é a lactose que queima, e a espuma esbranquiçada que fica por cima, são as impurezas. Depois é só coar e guardar em um vidro, fora da geladeira.
A manteiga ghee é um elemento da cozinha ayurvédica, muito usada no nordeste também onde é conhecida como manteiga de garrafa. Ela tem um sabor bem pronunciado de manteiga (particularmente acho muito mais gostosa que manteiga normal) e pode ser mantida fora da geladeira. No calor, fica líquida e no inverno uma pastinha… Mais ou menos como o óleo de coco. 

Torta de limão

Modo de preparo

Ligue o forno a 180º e deixe pré aquecer. Em uma tigela, misture todos os ingredientes secos com uma colher (farinha, açúcar e fermento). Acrescente a gema e a manteiga e misture novamente. Acrescente a água e (agora não tem mais como escapar) misture com as mãos, fazendo gruminhos. A textura é de uma massinha de modelar bem farelenta.

Coloque a massa em uma forma de fundo removível (é o ideal) média – a minha tem 25cm de diâmetro, e modele, com os dedos, para formar um fundo e uma borda com espessura aproximada de 1/2 cm. Lembre que essa espessura vai depender do tamanho da sua forma, ok?

Coloque a massa no forno por 10 minutos.

Enquanto a massa está pré assando dá tempo de você passar uma água na tigela e na colher para usar as mesmas para o recheio que faz assim: mistura o leite condensado com o suco de limão, com a colher, até ficar bem homogêneo. Acrescente a água de rosas e mistura bem.

Despeje essa mistura sobre a massa pré assada, salpique as raspinhas de limão por cima e leve ao forno, ainda a 180º, até as bordas estarem douradas e o receio bem brilhante. (Dá aproximadamente uns 10 a 15 min).

Deixe esfriar e sirva em temperatura ambiente.

Torta de limão

Torta de limão

 

Me conte se você gosta de receitas assim para eu saber se posto mais delas, vai ser sempre alguma coisa diferente do comum e que eu mesma adaptei.

Ah, não esqueça que, se você fizer essa torta de limão, conta pra mim o que achou e posta um foto no Instagram com a hashtag #vidafeitaamao para eu ver 🙂

Com carinho e até breve.